Voyeurismos sobre os ritmos da sensibilidade erótica
Des-Velo a Rosa da atávica Dor e a escondo em outro Horror!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Dizem...

"Eu falo, falo... , mas 
quem comanda a narração não é a voz: é o ouvido."

Italo Calvino 
in 
"As Cidades Invisíveis"

















Sabina Spielrein





...E quem comanda o(s) ouvido(s)?



 


Carl Jung * Sabina Spielrein * Sigmund Freud  































Depois, volte para me dizer se o meu sonho corresponde à sua realidade...





terça-feira, 10 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Assim se construiu a transparência?





"Até que na balança se elevaram, gêmeos,
a razão e o amor como duas asas.
Assim se construiu a transparência."










sábado, 7 de abril de 2012

E eis que deslizam peixes imensos pelo céu...





Oh amor, rosa molhada por sereias e espumas,
fogo que dança e sobe invisível escada
e desperta no túnel da insônia ao sangue
para que consumam as ondas no céu, 
esqueça o mar seus bens e leões
e caia no mundo dentro das redes escuras.

*Pablo Neruda*


in
§Cem Sonetos de Amor§





Assim, como se deve ser, ao contrário do que eu disse antes...




"Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante..."





Espelho, espelho meu?




Por que não se olha, Eco, 
no espelho d'água, como Narciso?



Echo & Narciso





"onde onde onde..."







Echo




"O menino pergunta A(o) Eco
onde é que ele(A) se esconde.
Mas (o) Eco só responde: "Onde? Onde?"
 
 
 
 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Porque já existe conversa demais no mundo, apenas desejo...










Desejo dar uma volta por aquelas altas e áridas cordilheiras de montanhas onde se morre de sede e frio, por aquela história "extratemporal", aquele absoluto de tempo e espaço onde não existe homem, nem fera, nem vegetação, onde se fica louco de solidão, com linguagem que é de meras palavras, onde tudo é desengachado, desengrenado, sem articulação com os tempos. Desejo um mundo de homens e mulheres, de árvores que não falem (porque já existe conversa demais no mundo!) de rios que levem a gente a lugares, não rios que sejam lendas, mas rios que ponham a gente em contato com outros homens e mulheres, com arquitetura, religião, plantas, animais - rios que tenham barcos e nos quais os homens se afoguem, mas não se afoguem no mito e lenda e nos livros e poeira do passado, mas no tempo e no espaço e na história. Desejo rios que façam oceanos como Shakespeare e Dante, rios que não se sequem no vazio do passado. Oceanos sim! Tenhamos novos oceanos que apaguem o passado, oceanos que criem novas formações geológicas, novas vistas topográficas e continentes estranhos, aterrizadores, oceanos que destruam e preservem ao mesmo tempo, oceanos nos quais possamos navegar, partir para novas descobertas, novos horizontes. Tenhamos mais oceanos, mais convulsões, mais guerras, mais holocaustos. Tenhamos um mundo de homens e mulheres com dínamos entre as pernas, um mundo de fúria natural, de paixão, ação, drama, sonhos, loucura, um mundo que produza extâse e não peidos secos. Creio hoje mais do que nunca é preciso procurar um livro ainda que de uma só grande página: precisamos procurar fragmentos, lascas, unhas dos dedos dos pés, tudo quanto contenha minério, tudo quanto seja capaz de ressuscitar o corpo e a alma.


*Henry Miller*
subscrevo, ipsi literis...

Roberta Aymar






Ping Pong... (ou "para começo de conversa", talvez...)










Bom, para começo de conversa, comecei, ainda lhe apresentando um sorriso ameno e tranqüilizador, você é um canalha e sabe disso. Tem medo de alguma coisa, ainda não sei do quê, mas vamos chegar lá. Comigo, você faz de conta que é simplório, um joão-ninguém, mas de si para si tem-se na conta de muito esperto, de importante, de durão. Não tem medo de coisa alguma, não é mesmo? Tudo conversa fiada, e você sabe muito bem. Vive cheio de medo. Diz que aguenta. Aguenta o quê? Um murro no queixo? Claro que aguenta, com uma cara de concreto feito a sua. Mas será que aguenta a verdade?


*Henry Miller*






Além de Éfeso, um novo Heráclito?

Henry Miller & Margaret Neiman by Man Ray



O homem que confessa os seus pecados, 
os seus crimes ou os seus erros 
nunca é o mesmo que os cometeu...

*Henry Miller*





Modus Operandi...









Se você não conseguir fazer com que as palavras trepem, não as masturbe.
*Henry Miller*





quarta-feira, 4 de abril de 2012

Às suas costas...








"Trame, planeje, calcule, postule, o quanto quiser. 
Sempre existirão surpresas à sua frente. 
Conte com isso!"

* Henry Miller*





terça-feira, 3 de abril de 2012

● essa nudez essa nudez ●








 

● não havera outro fogo ●
● como aquele de janeiro ●
● quando havia o mar ●
● e o deserto se recolheu ●

● aquela tarde esquenta ●
● desde então e quase sempre ●
● todos os dias frios ●
● todas as horas cansadas ●

● esse riso é o resto ●
● daquele riso de nos dois ●
● a cidade a casa aberta ●
● ao sol ao açucar a sombra ●
● agora não posso mais ●
● me esconder da treva ●
● nem da loucura ou do tedio ●
● ouço a musica das cinzas ●

● a carne o esquecimento ●
● o sonho agora se desfaz ●
● do desejo correntes de ar ●
● e essa boca de cigarros ●

● vertebras tão previstas ●
● angustia ate os ossos ●
● essa nudez essa nudez ●

*alberto lins caldas*